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extra petita

Você tem a condição de me deixar livre. Pôr um basta nesse estado de letargia que permeia-nos há tanto tempo. Você e só você pode fazer com que me sinta bem. Só a sua carta de alforria pode me fazer voar para longe de você. Complicado deixar alguém para trás. Um pedido que deve, além de existir, ser convincente. E me convencer é, igualmente, complicado.

Talvez fiquemos nós dois presos nesse deserto, pois não hei de ir sem que venha comigo. E sei que não tem condições de vir. Assim, e por essa razão, você tem que ser eficiente na tarefa que acabo de te passar. Eu acredito em você!

eus

Esse tipo de auto-compaixão me enoja. Fazer-se de vítima, definitivamente, não se encaixa no meu profile. Eu tenho problemas suficientes para resolver e lidar com esses sentimentos de fraqueza me tomaria um certo tempo. Tempo do qual não disponho e do qual não quero dispor.

Entretanto, hei de ser sincero: não sou essa fortaleza toda que eu aparento. Esse é só mais um personagem. Mas são tantos, que não consigo mais me achar dentre eles. E estou começando a cansar de procurar minha veste para sair de casa. Vou começar a pegar o primeiro eu que estiver disponível e vagar por aí até enjoar, ou até ficar “sujo”.

See you!

We can fly

Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dream of
Dreams really do come true

Sim, podemos voar. Podemos deixar essas correntes de lado. Não há cadeados. Nos prendemos por acharmos mais confortável. Bobagem… Nuvens em cúmulos nos aguardam, ventos a acariciar-nos a face; brisas de verão e a imensidão ao nosso alcance. Apenas plumas sobre nossos ombros. Asas às quais demos vazão. Asas que sempre estiveram ali, comprimidas, esperando, pacientes, o momento em que estaríamos prontos para alçar voo.

Quero muito deixar para traz essas amarras. Minhas asas forçam sob as omoplatas. Quero estar pronto! Quero ter essa coragem. Signos que me impingiram ainda são muito fortes. Quero que minha vontade seja soberana. Mas como negar todos os elementos sob os quais fui formado? Como negar uma parte de mim mesmo?

Não tenho a paciência das minhas asas… Penso seriamente em abrir espaço, nem que seja com as mãos… Mas tenho medo me antecipar a elas. Porque não sei se elas já estão prontas… E saber que, depois disso tudo, ainda falta aprender a voar…

11/09

Nem é muito a minha cara fazer esse tipo de post… Mas diante dessa palhaçada que os USA fizeram, me senti na obrigação de defender o vídeo.

Para quem tiver interesse, esse vídeo encomendado pela WWF Brasil (aquela do ursinho panda que protege a natureza… rsss) pode ser visto nesse link (http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u618968.shtml) o qual traz toda a matéria e a própria razão desse post.

Achei extremamente inteligente o vídeo, de muito bom gosto e impactante como deve ser! Quem consegue ver a óbvia analogia a um possível desrespeito aos cidadãos americanos, no mínimo é porque acreditam que o sofrimento dos indianos deve ter sido menor. Como eu disse, uma palhaçada!!!

balada para uma alma triste

But that was just a dream
that was just a dream…

Como deve ser a alma de um artista sem talento? Atormentada pelo seu fracasso, pela sua insignificância? Nós nos machucamos deveras por não conseguirmos atingir determinados objetivos, ainda que não sejamos os culpados pelos fracassos. E nesse caso, as escusas são várias, a ponto de se tornar um consolo não só cabível, mas imprescindível para a auto-estima.

Mas que dizer daqueles mancos sem muletas? Aqueles seres cuja simples existência é uma ironia? Uma piada sarcástica do destino?

Pior, acredito, somente aqueles que possuem a plena consciência de sua mediocridade. Sabe que é uma fraude. Sabe que não merece todos aqueles aplausos. E tais aplausos são como afiadas lâminas a perfurar-lhes os tímpanos. Tudo soa falso. E sua avaliação prescinde de votos favoráveis. Ele, mais do que ninguém, sabe.

Uma alma de artista, condenada desde sua criação a um purgatório, sem perspectivas de alteração de regime no cumprimento de sua pena. So sad…

E dizem que eu sou mal…

…and mothers prefer doctors and lawyers

Desculpe-me… Preferências à parte, não tenho porquê contrariar o seu mal gosto. É algo com o que você tem que conviver. Eu disse: você! Sim, porque Karmas são individuais. E nesse caso, compartilhar decepções é tão mesquinho quanto se opor a ajudar. Eu me oponho ao mal gosto. E, particularmente, além de não me sentir mal, não consigo sentir pena.

Acredito ser de mais ajuda o que faço, que qualquer tipo de apoio moral. Não é disso que você precisa. Há todo um mundo ao seu redor. Você pode ser mais feliz. E pode até vir a fazer alguém feliz. Enquanto isso, aceite o encargo de me perder. Acredite: nada será como antes. Pelo menos, não para você.

chains

Eu ainda não sou livre. Eu tento ser. E há momentos em que percebo claramente os meus retrocessos. É que é mais fácil tentar ser normal e seguir aquele caminho que já está traçado. Acho que errei ao fazer a minha ficha. Deveria ter distribuído melhor os pontos em meus atributos. Poderia ter menos manipulção e mais destreza. Menos presença e mais vigor. Queria ser um bárbaro. Passar longe da sofisticação e deixar de pensar. Hoje pensar me machuca. E saber que houve tempo em que eu sentia prazer… Quero me imiscuir. Porque conhecimento não liberta. Conhecimento o escraviza e o reduz à tristeza e ao amargor. E eu sou, particularmente, um doce de pessoa…

Agridoce

I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind
All these words
I hear in my mind
All this music

Eu consigo sentir muitas coisas e fazê-las parecer diferentes a cada momento. É como se pudesse ser um ser idiossincrático e trazer em mim todas as versões e contradições. Não consigo não ser dessa forma. Qual uma maldição, submergida em minha pela, impingida na minha alma… Não quero mais reagir diversamente a coisas similares, variados apenas os momentos. E o pior é que há uma verdade tão crua em cada reação. Há verdade em todas elas. Uma verdade que me espanta e, por fim, me constrange. Hei de viver sempre a me surpreender, mesmo com minhas ações mais pensadas?

I got it

Anything I want, I  got it.
Anything I need, I got it.
Anything at all, I got it.

Eu descobri que eu tenho, deliberadamente, me sabotado por algum tempo… E descobri que faço isso quase que deliberadamente. E a partir de agora, eu vou agir diferente. E tudo o que eu precisei para perceber esse fato, foi uma tendinite há menos de uma semana da minha viagem de férias. Diante disso, só uma frase: Nunca mais!

Inviting

Pull me out from inside.
I am folded, and unfolded, and unfolding
.

Abrir a porta. E deixar entrar… Deixar as coisas se transformarem. E me transformar com elas. Mostrar-me da forma como me apraz ser. Ao mesmo tempo, assumir essa aura que, como uma capa, me deixa pronto para os respingos da esperada chuva. Sim, porque um convite é muito mais do que parece. E ao ser tocado por Morpheus, ainda que tudo conspirasse contra, as sombras se escondem.

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