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Rtc…

Nada como um ponto final. Eu preciso de pontos finais. Eu não consigo viver em meras reticências. Fica um quê pendente, incômodo, travado. Além do que, a boa técnica é explícita ao informar que um novo texto só pode ser escrito ao final do outro. Novas idéias, por melhores que sejam, devem pertencer a outro capítulo. Apenas assim é possível chegar a um livro. E como eu não vou plantar árvores, não vou ter filhos, só me resta aprender a escrever corretamente, para um dia, quem sabe, ser publicado. E nesse caso, sem as malditas reticências…

White flag

And when we meet
Which I’m sure we will
All that was then
Will be there still
I’ll let it pass
And hold my tongue
And you will think
That I’ve moved on….

Conseguir o que se pede. Pedir algo que se vê, sem saber das consequências. Olhar para a mesa ao lado e achar apetitosa uma sobremesa, só para depois de provar, arrepender-se do pedido. Irônico por demais. O sofrimento provocado por um desejo próprio. Não, não sou masoquista. E ainda que o fosse, a dor traria prazer, não arrependimento.

Estou a um passo de entender a real essência de que sou feito. E não se trata de uma boa descoberta, muito embora não possa deixar de salientar que é interessante.

Passar a fingir que nada ocorreu. Passar a ensaiar uma nova peça, uma comédia dessa vez. E deixar-me levar como um barco a vela sem bússula. Porque a única que eu tinha, não parece estar funcionando mais.

How dare you?

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

A pretensão ainda me permite pensar que eu, talvez, tenha chances de reparar o mal que fiz. E ela ainda me faz não perder a minha cabeça. Porque eu não consigo me revelar totalmente, nem mesmo para mim. Sei que há um monstro, um caótico ser habitando o que deveria não destoar do restante. Mas ela, qual um artifício ilusório, me faz transparecer a pureza  como algo inato, e não forçado.

Estou começando a achar que sou mal, frio, calculista. Uma pessoa ruim. E, não hei de negar, essa pessoa é um tanto quanto sedutora, e acho que posso ser manipulado por ela, como se sua vontade de sobrepusesse sobre a minha, fazendo com que eu a admire.

Mas aprendi que é melhor ser alegre que ser triste. E que o bem sempre vence. Daí vejo essa pessoa fadada ao sofrimento. E eu tenho uma outra face tão leve, que irradia um monte de coisa boa. E tento me apegar a ela.

Oh, pretensão dos infernos!!!! Me faça ser normal… Pelo menos por alguns momentos!

 

Sacrifícios

The lights go out and I can’t be saved
Tides that I tried to swim against
Have brought me down upon my knees
Oh I beg, I beg and plead,
Come out of things unsaid
Shoot an apple off my head and a
Trouble that can’t be named
A tiger’s waiting to be tamed,
You are
You are
Confusion never stops
Closing walls and ticking clocks
Gonna come back and take you home
I could not stop that you now know,
Come out upon my seas
Cursed missed opportunities
Am I a part of the cure?
Or am I part of the disease?
And nothing else compares
Oh nothing else compares

Queria muito que pudesses ler o que eu sinto. Queria poder transmitir a realidade dos meus olhos. Sem dúvidas, sem dívidas.

Sempre acreditei no poder da intenção. Aquela que é mais que motivo, mais que razão, ou justificativa. Aquela que não precisa ser. E só é para quem tem. Mas o tempo, o tempo… Sempre ele e mais uma vez, me fez bobo. Pouco ligou para a minha intenção. Afinal, que seria eu, ou minha intenção no fio de Cloto?  Mero defeito na seda, incapaz de evitar o tear…

E agora? Imperfeito, solto numa convulsão contida, até certo ponto. Tentar seria impertinente? Revelar mais do que já fora me tornaria fraco, ou a fraqueza revelada já foi excessiva a ponto de tornar inviável a tentativa? E cá estou, sangrando na esperança que aprecie meu vistoso sangue. Que se envolva na verve quente e inebriante do que me há de mais caro, fonte do que eu tenho de melhor e pior.

extra petita

Você tem a condição de me deixar livre. Pôr um basta nesse estado de letargia que permeia-nos há tanto tempo. Você e só você pode fazer com que me sinta bem. Só a sua carta de alforria pode me fazer voar para longe de você. Complicado deixar alguém para trás. Um pedido que deve, além de existir, ser convincente. E me convencer é, igualmente, complicado.

Talvez fiquemos nós dois presos nesse deserto, pois não hei de ir sem que venha comigo. E sei que não tem condições de vir. Assim, e por essa razão, você tem que ser eficiente na tarefa que acabo de te passar. Eu acredito em você!

eus

Esse tipo de auto-compaixão me enoja. Fazer-se de vítima, definitivamente, não se encaixa no meu profile. Eu tenho problemas suficientes para resolver e lidar com esses sentimentos de fraqueza me tomaria um certo tempo. Tempo do qual não disponho e do qual não quero dispor.

Entretanto, hei de ser sincero: não sou essa fortaleza toda que eu aparento. Esse é só mais um personagem. Mas são tantos, que não consigo mais me achar dentre eles. E estou começando a cansar de procurar minha veste para sair de casa. Vou começar a pegar o primeiro eu que estiver disponível e vagar por aí até enjoar, ou até ficar “sujo”.

See you!

We can fly

Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dream of
Dreams really do come true

Sim, podemos voar. Podemos deixar essas correntes de lado. Não há cadeados. Nos prendemos por acharmos mais confortável. Bobagem… Nuvens em cúmulos nos aguardam, ventos a acariciar-nos a face; brisas de verão e a imensidão ao nosso alcance. Apenas plumas sobre nossos ombros. Asas às quais demos vazão. Asas que sempre estiveram ali, comprimidas, esperando, pacientes, o momento em que estaríamos prontos para alçar voo.

Quero muito deixar para traz essas amarras. Minhas asas forçam sob as omoplatas. Quero estar pronto! Quero ter essa coragem. Signos que me impingiram ainda são muito fortes. Quero que minha vontade seja soberana. Mas como negar todos os elementos sob os quais fui formado? Como negar uma parte de mim mesmo?

Não tenho a paciência das minhas asas… Penso seriamente em abrir espaço, nem que seja com as mãos… Mas tenho medo me antecipar a elas. Porque não sei se elas já estão prontas… E saber que, depois disso tudo, ainda falta aprender a voar…

11/09

Nem é muito a minha cara fazer esse tipo de post… Mas diante dessa palhaçada que os USA fizeram, me senti na obrigação de defender o vídeo.

Para quem tiver interesse, esse vídeo encomendado pela WWF Brasil (aquela do ursinho panda que protege a natureza… rsss) pode ser visto nesse link (http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u618968.shtml) o qual traz toda a matéria e a própria razão desse post.

Achei extremamente inteligente o vídeo, de muito bom gosto e impactante como deve ser! Quem consegue ver a óbvia analogia a um possível desrespeito aos cidadãos americanos, no mínimo é porque acreditam que o sofrimento dos indianos deve ter sido menor. Como eu disse, uma palhaçada!!!

balada para uma alma triste

But that was just a dream
that was just a dream…

Como deve ser a alma de um artista sem talento? Atormentada pelo seu fracasso, pela sua insignificância? Nós nos machucamos deveras por não conseguirmos atingir determinados objetivos, ainda que não sejamos os culpados pelos fracassos. E nesse caso, as escusas são várias, a ponto de se tornar um consolo não só cabível, mas imprescindível para a auto-estima.

Mas que dizer daqueles mancos sem muletas? Aqueles seres cuja simples existência é uma ironia? Uma piada sarcástica do destino?

Pior, acredito, somente aqueles que possuem a plena consciência de sua mediocridade. Sabe que é uma fraude. Sabe que não merece todos aqueles aplausos. E tais aplausos são como afiadas lâminas a perfurar-lhes os tímpanos. Tudo soa falso. E sua avaliação prescinde de votos favoráveis. Ele, mais do que ninguém, sabe.

Uma alma de artista, condenada desde sua criação a um purgatório, sem perspectivas de alteração de regime no cumprimento de sua pena. So sad…

E dizem que eu sou mal…

…and mothers prefer doctors and lawyers

Desculpe-me… Preferências à parte, não tenho porquê contrariar o seu mal gosto. É algo com o que você tem que conviver. Eu disse: você! Sim, porque Karmas são individuais. E nesse caso, compartilhar decepções é tão mesquinho quanto se opor a ajudar. Eu me oponho ao mal gosto. E, particularmente, além de não me sentir mal, não consigo sentir pena.

Acredito ser de mais ajuda o que faço, que qualquer tipo de apoio moral. Não é disso que você precisa. Há todo um mundo ao seu redor. Você pode ser mais feliz. E pode até vir a fazer alguém feliz. Enquanto isso, aceite o encargo de me perder. Acredite: nada será como antes. Pelo menos, não para você.

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