Archive for June, 2009

tempus continius

cause I feel nothing
I can´t  feel anything
 

Move on, como diria uma amiga minha. Nada, de bom ou de ruim, demora muito em minha vida. Eu mudo constantemente. Não chego a pensar se gostaria de ser diferente nesse ponto em particular. Mas a verdade é que eu não sei se poderia ser definido como ser gregário. Todas as minhas ações acabam por tomar proporções muito intensas. É como se eu pudesse em questão de semanas aprender e desaprender tudo. E voltar a aprender em semanas subsequentes. Sinto-me imerso num looping, no qual, estranhamente, não volto ao ponto inicial. Na verdade, estaria mais para elipses paralelas, com pontos de intersecção que me ligam com o passado, numa espécie perversa de déjà vu.

Quanto a vampiros, ainda resta muito para alcançarem minha jugular. Assim sendo, contentem-se com o que eu ofereço, ou, de outro lado, desesperem-se…

..crescendo…

Those who have seen your face
Draw back in fear.
I am the mask you wear

Sabe quando você se sente sugado? Uma pessoa que te consome? Como se o mero respirar dela retirasse uma parte importante de suas forças? Chega-se a um ponto em que apenas as reticências podem explicar alguma coisa. E eu, que sempre me pensara um vampiro… Ao me deparar com um real, um vampiro de forças, e não do belo líquido denso, me vi indefeso. E suas artimanhas são terríveis. Qual um nosferatu, iludindo-me. Eu simplesmente não posso dizer não. Não por gosto. Eu me sinto preso. É uma coisa estranha. Sinto-me meio que responsável por seus infortúnios. Sinto-me um tanto egoista, apenas por pensar dessa forma. Eu não entendo como uma coisa dessa pode estar acontecendo. A escuridão está tomando conta. A porta se abre… Já é tarde demais.