Archive for May, 2009

Ravnos

There’s no sense in telling me.
The wisdom of the fool won’t set you free,
But that’s the way that it goes and it’s what nobody knows,
And everyday my confusion grows

Iludir-se… É sempre a mesma armadilha. Primeiro se quer, depois se imagina e então, o sol nos mostra quão enganados estávamos… É o problema da noite, a abençoada noite. Iludir-se passa, necessariamente, pela ilusão alheia. E não se sabe quanto mal se faz em algumas palavras ditas sem verdaderia razão. E seríamos nós os responsáveis por ilusões alheias? O quimerismo seria tal a ponto de machucar? Ao meu entender, apenas a cruel realidade tem esse poder.

 

Eu sei

So don’t talk
And don’t laugh
And don’t run away from here

Eu sei, eu sei, eu sei… Eu sei aquilo que vc ainda vai dizer. Sei fazer você se arrepiar. Sei te fazer rir e chorar – de felicidade e de tristeza. Eu sei controlar tudo aquilo que você sente. Eu te dou emoções, em pequenas pílulas. Eu sei o quanto você quer, o quanto precisa e o quanto pode aguentar. Eu sei que você quer que eu saiba. E sei te dar amor. AMOR. Amor incondicional. Amor que só começa. É fácil amar sabendo? Saber amar? Saber esperar? Que me importa… O que sei, e das coisas que eu bem sei, é que eu sei tudo sobre você e nada sobre mim…

Di.vaga.ações

Eu tenho sido um mau, mau garoto…

E tenho sentido um misto de prazer e arrependimento com isso. Na verdade, tenho sido mau apenas com uma pessoa (que conheci há pouco). Ela não merece. Mas eu não pedi para que cruzasse o meu caminho. E eu sei que, no fundo, vai ser bom para ela; ou não…

Quando você dá de cara com uma situação que implica a tomada de decisão, acaba por, muitas vezes, não entender que aquele é “o” momento. Eu só estou deixando claro a essa pessoa a necessidade da escolha. E sei que sou mau por isso.

O problema é não ter certeza. Porque eu nem tenho certeza do que é melhor para mim, que dirás para os outros… Mas a certeza é chata, insossa. Porque, então todo esse pesar sobre minha consciência? Nunca fui dessas coisas.

Dos dois, um: ou é esse negócio de velhice, ou então eu estou perdendo a mão…

W.A.R

Wake me up inside
Call my name and save me from the dark
Bid my blood to run
Before I come undone

Como um mergulho profundo na parte mais obscura da mente que acaba com todo o seu fôlego. E, de repente, percebe-se envolto por uma substância viscosa da qual não há possibilidade de se desvencilhar. É prazeroso. Mas sabe estar correndo um risco grande demais para permanecer inerte.

Sua genialidade quase ofende. E cada frase é envolta por misteriosas figuras de linguagem, indecifráveis por muitos. Do outro lado, apenas citações de frases de filmes (as menos clichês), que revelam, por si, nada.

E saber que essa guerra está apenas no começo…

À mercê

So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I’ll lay your soul to waste

Porque eu sou mal. Conduzo seus passos da forma como me apraz. E você ainda pensa estar seguindo apenas os seus instintos. Pensa estar seguindo o seu coração. Pois eu te digo: eu sou o dono dele. Ele pulsa em minhas mãos. Instintos são ilusões. São as desculpas para você não agir racionalmente. Você simplesmente não consegue me evitar. Sabe que é errado se deixar levar. Que me beijar não vai saciar a sua sede. Que, em verdade, vai aumentá-la. Mas a vontade é maior que a razão. E você pensa que sua disposição a correr riscos são de foro íntimo… Feche seu livro. Queime suas convicções e me siga. Tão fácil, como diria Lestat, que chegamos a ter pena.

Eu digo o que você precisa ouvir para viver feliz, para ter a completa sensação de que eu sou tudo o que você estava à procura. Eu sou, na verdade, dispensável. Mas você me torna essencial. Ou melhor, eu faço você me torná-lo.

Continue, pois a me servir. Mesmo que inconsciente da inevitabilidade: Eu sou tudo o que você precisa.