Archive for September, 2008

Triste

É triste saber que uma pessoa que você gosta muito se lixa para o que vc sente. Fica uma coisa doída no peito. Não sei. Só sei que estou triste. Não sei. Não quero falar muito sobre isso. Mas se eu não colocasse aqui, acho que explodiria. Sou um péssimo amigo!

Sobre equilíbrio

Era uma vez, eu no meio da vida,
essa coisa assim, tanto mar, tanto mar…

Uma coisa em mim que não me deixa ficar quieto. Vida, vida, vida, que seja do jeito que for… Mas algo ainda me inquieta. Me deixa com vontade de comer, ainda que saciado. Uma fome de algo que não se pode comer. Uma agonia. E meu coração em disparada. Corre para longe de mim. Eu não consigo focar. E minha cabeça faz o favor de me atrapalhar. E dormindo o tempo passa. E acordo ainda inquieto, com a cabeça debaixo de pedras pesadas. Mas sou pessoa soberana nesse mundo. Sou capaz de ser de outra forma. Sou capaz de ser de diversas formas. Mas incapaz de escolhê-las. Afinal, sou fruto de algo ainda incompreendido, pelo menos, para mim. Apesar disso, sou ciente de mim e do ambiente em minha volta. Pois francamente, meu amor, meu ambiente é o que se instaura de repente onde quer que chegue, só por eu chegar. E essa inquietude se condiz bem com a minha verve.

Redecoração

E meu ap tá uma zona. Tem cartolinas por todas as paredes com algumas das matérias de concursos. Ridículo? Também acho. Mas ao ver aquilo eu fico com vergonha de fazer outra coisa que não estudar… Tomara que dê certo por mais tempo.

Inevitável

Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis

Ele queria muito viver. Viver plenamente. Nada de analogias infantis sobre pássaros ou peixes. Queria ser como um vírus. Queria que sua presença fosse sentida. Mais que isso, queria ser combatido. Verdadeiros exércitos enviados para liquidá-lo. E queria vencê-los. Vencê-los e dizimar tudo quanto se aproximasse. Não pelo simples prazer de destruir, que não era dado a esse tipo de prazer supérfluo. Queria se imiscuir nas coisas e transformá-las, deixando-as da forma como verdadeiramente eram. Nem que para isso acabasse por matá-las. E uma vez assolado com a sua presença, deixaria esse local, agora inóspito, dada a forma como interagira com o mesmo, e se cristalizaria esperando um novo lugar para revelar a sua face de transformação. Porque dizem sobre a impiedade da natureza, ao citar leões e cordeiros. Não se trata de impiedade. Mas sim de inevitabilidade. E nesse ponto se sentia, qual gabriel, a mão de Deus.

Então por que no final sempre acabava com a sensação de que era uma fraude?

Bem displicente

Você também tem que saber se inventar
Pois todo toque do que você faz e diz
Só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris

Que há de se fazer, quando se concede a uma cobra o veneno pelo qual sempre almejara? Mais ainda, quando lhe concede poison e asas?

Bethânia

Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

No dia em que uma intérprete, pela primeira vez, é a vencedora do prêmio shell (joguem no google, que eu não sei colocar link), eu não poderia deixar de fazer essa homenagem a única cantora brasileira que possui uma “função” em sua voz. Sim, porque quando Bethânia canta, parece que liga a função dolby surround, e a voz, ao invés de sair de sua boca, sai de trás de si, envolvendo todo o ambiente. Adoro!

Dual

Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também…

Porque há uma explicação para toda expiação. Há uma dualidade em cada gesto. Um sim e um talvez. Não hei de me resumir a antônimos, mas ao que é, não sendo totalmente. No limbo me sento e espero em frente ao espelho que não só me reflete, mas tudo o que há por trás desse sorriso. Um fundo tão ou mais misterioso que o próprio sorriso. Um composé a Miró. Ou a Monet, ou a Dior. Adieu!

Ciúmes

Porque eu não quero o teu ciúme, que é o cúmulo.
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza de si mesmo projetado,
assim, jogado como lama anti-erótica na cara do desejo mais intenso de ficar com a pessoa.

Depois dessa, não precisa dizer mais nada…