Ele estava exultante. Não que tivesse um motivo todo especial. Na verdade tinha. Mas não conseguia saber qual o motivo não era capaz de deixá-lo nesse estado de ânimo. Não era nenhuma Poliana. Tinha momentos bons e alguns particularmente ruins. Mas era uma pessoa movida a vapor. Quanto maior a pressão, melhor o funcionamento. Sua capacidade de superação era algo impressionante. Só quem não se impressionava era ele mesmo. Nem sequer notava possuir tal característica. Na verdade, mal se notava. Era uma pessoa mais interessada no ambiente em que vivia, seja literalmente, seja literaturalmente. Por isso mesmo era tão fascinante. Filtrava para o seu interior o que havia de belo no mundo. E não se preocupava com isso, mas, qual uma esponja encharcada, procurava meios de se inebriar ainda mais de beleza. Seria um Narciso ao contrário, ou, como o diz caetano, ao avesso…
Archive for August, 2008
Escolhas
Assisti ontem a Nothing Hill. Adoro os créditos iniciais. Pra quem não lembra, são basicamente flashs, Julia Roberts e a trilha sonora (She).
Fico pensando nas diversas formas como os problemas surgem em nossa vida. Um bater na porta. Um choque no corredor. Um mero teclar e pronto. Somos imiscuídos ou nos imiscuímos na vida de outras pessoas, que trazem toda uma carga de alegria e tristeza; e mudam a nossa vida.
Por certo, nem todos os esbarrões irão mudar a sua vida. Mas basta um capaz disso, para que pessoas pensem em acaso.
Não penso em acaso. Nada desafia mais a nossa própria noção de destino. E penso o destino como um ser possível, assim como o tempo. Tangível e admirável. Longe do que pensem alguns, o conceito de destino não é incompatível com o de livre-arbítrio, ou na linguagem matrixiana, escolha. Há escolha e escolhemos sempre. Mas concordo com o pensamento de que nossas escolhas já foram feitas. Só não foram reveladas. E o são apenas quando nós decidimos.
Há algumas que eu ainda não entendendo. Mas, de uma forma geral, me sinto feliz com minhas escolhas…
Como eu quero
faça dele seu almoço, roa o osso e deixa a carne…
Meu bem. Não quero que seja diferente. Não quero refazer passos. Porque sou de carne. E sangro. E meu sangue, qual néctar impalatável, escorre, deduzindo imperfeições e apontando o caminho certo. Porque só há uma forma de me fazer gostar disso. A forma que eu quero. E como eu sei querer… Sei querer de forma a induzir-lhe a querer o meu desejo. E no final eu sei… Você vai acabar querendo.
Confusão e Mudanças
Eu estou um tanto confuso. E insatisfeito comigo. Não tenho feito tudo aquilo a que me predispus, ao vir para Brasília. Menos do que eu posso. E parece que o universo conspira para as coisas não acontecerem, pelo menos não da forma que eu quero. Não, não sou dos pacientes. Meu sobrenome é anteontem. Vivo todo dia como se tivesse constantemente atrasado. Talvez seja esse o motivo da minha necessidade de aproveitar o dia. Essa consciência igualmente não me traz nenhum benefício. Porque é como não gostar da sua mão. Ou você a arranca, ou aprende a conviver com a mesma. Mudança para mim é uma palavra estática. Sou muito de mudar coisas, mas olho para mim e não vejo mudanças, pelo menos não mudanças substanciais. E eu gostaria de mudar um tantão de coisas que faço erradas. Mas lembro da minha mão. Seria tão complicado mudar?
Maldade pura, contradições, Plantão e pobres…
Eu acho tão bonitinho quando pessoas do mal fazem coisas boas. Mesmo que seja para novamente cair nas boas graças de alguém… Comigo nem dá certo. Mas que é interessante determinadas condutas, ah isso é… Sou uma contradição. E quem não é? Mas minhas contradições são extremamente coerentes. Tipo: perdoar o que fazem comigo e não fazer o mesmo com as pessoas que ofendem amigos ou mesmo pessoas que me são caras. Eu sigo o mandamento cristão: perdoai o que lhe fizerem. Eu perdôo. Não posso eu perdoar alguém que nada me fez. Portanto, não é pecado. E se alguém assobiar a palavra sofista, vai se ver!!!
Plantão Médico: Eu me recupero bem e amanhã já devo ir trabalhar. Por que eu gosto ou acho bonito? Não. Porque sou um mero proletário que depende da sua força de trabalho. Mas ainda vou viver de renda… Ah, se vou… Engraçado são as pessoas falarem: ahhh… Deus me livre… a pessoa entra em depressão. Claro. O pobre entra em depressão. Várias são as razões, senão vejamos: 1. Não lêem; 2. Não vão a cinemas; 3; Só viajam para casa de parentes; 4. Durante o dia os seus amigos pobres trabalham. O que eles se esquecem é que a depressão não é pela falta do que fazer, mas pelo espírito de pobre!
PS: Perceberam como o post tem vários assuntos. É um pouco da inspiração que estava acumulada… Daí vomitei tudo de uma vez: café-da-manhã (tapioca, ovo mexido by Allan e café by Allan, almoço (um filet de surubim com azeite e ervas finas), lanche (uma torta búlgara). O jantar ainda não comi… rss
Eita
Chega a ser ridículo o que uma doença qualquer faz com o meu emocional… Pareço um bebê… Os remédios demoram ou não fazem efeito (fazem sim, que não estou com febre, apenas com dor no corpo todo). E eu fico sem sono, na cama desde sábado, assistido as matérias sobre os jogos olímpicos. Assisto os jogos e ainda vejo as matérias sobre o que eu acabei de ver… Ridículo… Mas tem algo mais ridículo que isso: chorar com os depoimentos… Eu assumo. Mesmo que não sejam tão tristes como o do Diego Hypólito (que eu me acabei), eu choro. Choro com aquelas edições da globo com músicas dramáticas e imagens tristes, ou mesmo alegres. Não aguentava mais ver aquele menino, Cielo, chorar… O pior, minha garganta doía mais ainda… a única coisa que não me emocionou foi o jogo de basquete de hoje (sim, às três da manhã). Não conseguia nem ter pena… Ahhh, me faça o favor de não fazer o Brasil passar vergonha. Melhor fazer logo como a seleção de basquete masculino e não ir… Fiquei com pena daquelas jogadoras do vôlei de praia que nem se conheciam e, ainda sim, foram lá. Nem formavam um time, tamanha falta de entrosamento. Mas a Ana Paula falando com o filhinho foi foda… snif snif… Ficava abraçado a minhas filhas chorando… hehehe.
O engraçado mesmo disso tudo é que isso não sou eu. Sou eu doente. Sobre como pode uma bactéria mudar tanto uma pessoa, nem me pergunte. Mas na próxima consulta eu pergunto.
Bom, vou tentar tomar uma sopa. E não perca amanhã, novas notícias da minha recuperação. O incrível é que eu estou com uma inspiração fila-da-puta, mas não tenho forças para ficar na frente do lap… Uma pena…
Dodói
Desde quarta-feira… Com febre… E nem fiquei prostrado na cama, porque tinha muito trabalho… Só hoje que eu melhorei um pouco… MInha garganta ainda dói. Às vezes gostaria de não ter garganta.
Aparências
No canto das águas
Como quem já não
Quer mais voltar…
Parecer aos olhos alheios é a maior das armadilhas que existem. Porque depende muito mais do que a pessoa quer interpretar dos nossos atos que necessariamente dos próprios atos. E a interpretação de tudo o que fazemos não nos pertence. Temos apenas a ação, como o autor tem apenas a tinta. Do que fazemos não temos mais domínio. A obra deixa de ser do autor e nossa conduta não é mais nossa. Muito embora sejamos os responsáveis por todas as inferências que façam sobre nossos atos. Acho que é responsabilidade demais. Por isso mesmo, I don´t care.
RPM
Sempre em momentos de revoluções há momentos prévios de desaparecimento de unhas… As minhas estão no toco.
Auto-Controle
Estou me controlando muito para não dizer para todo mundo que eu vou à Paris no inverno… Com uma pessoa muito, muito especial… Chaaato… Não digo nem sob tortura… Nem me perguntem que eu não respondo!