Com o Comendador Pazzi já amarrado, no Peitoril de uma das janelas do Palazzo Vecchio, em Florença. Dou um doce para quem acertar…
Archive for July, 2008
Um pouco mais de sombras
Bem clichê
Eu vou te dar um amor
Desses de cinema
Não vai te faltar carinho
O pôr-do-sol, a lua cálida, velas, taças, brindes e juras… Eu te amo e beijos apaixonados. Mãos dadas. Momentos únicos. Trilha sonora de rádio às 01:00 da matina. Acordar com café na cama. Frutas, suco de laranja, petit fours e um vaso pequeno com uma rosa. Nada de sustância, como se as pessoas vivessem de luz… Me desculpem os românticos, mas quem consegue sobreviver a essas torturas e não se traumatiza, sofre de algum tipo de desequilíbrio… Depois as relações acabam e ninguém sabe o porquê… Eu sei!
Porque eu sou assim mesmo… E, acreditem, tem quem gosta… Então, não sou tão ruim assim, né?
Emboscada
Parecia-lhe um quadro em óleo, tamanha a inamovibilidade da figura. Mas quisera ser, antes de aquarela e pincel, a idéia, a inspiração. E longe como estava e perto como fazia-se, esperava, agora sim, imóvel. Porque parecia que esta seria a melhor forma de agir. Nunca fora dado a meias-palavras. Sim e não, preto no branco. Por isso mesmo, qual uma cobra esperando a hora para o bote, espreitava o suculento cordeiro que se aproximava…
Desperta dor
E ele pensara estar vivendo num roteiro. Seriam mesmo possíveis os eventos que estavam acontecendo? ACORDO. Seria mesmo capaz de invadir os locais ressequidos, dada a falta de visitas? ACORDO. Porque eram os visitantes a fonte de onde se poderia extrair o doce líquido da existência. ACORDO. E não tenho mais sono, muito embora preferiria um filme insone a uma realidade dormente.
Make up by Joker
De cara nova… Com algumas cicatrizes… E quem não as tem?
P.S.: Agradecimentos especiais a momo, que me ajudou a htmlzar a foto e a escolher o novo template.
Sons
Um menino descendo uma ladeira de pedras, com as mãos nos ouvidos e gritando: – Eu não ouço nada!!! Eu não ouço nada!!! Eu não ouço nada!!! Eu não ouço nada!!! Até que, atropelado por um caminhão desgovernado que descia a ladeira atrás dele, com as mãos sobre os machucados, pára de cantar. Ainda sim, não ouve nada.
Why so serious?
“Ah! É sério, sério, sério…” Teria o coringa tomado um café com a Paddy Kitten Braden, num lugar pouco convencional, como… Plutão?
A inspiração é uma coisa meio doida… E o que não é?
“…”
Eu quero contradições. Quero preferir o azul e escolher o amarelo. Cuspir o saboroso e apreciar o fel. Dormir e demorar-me para levantar. E não ficar com a sensação ruim de ter perdido algum tempo precioso. Levantar cedo e ter, ainda sim, os meus ossos no lugar e a minha cabeça leve, como ao voltar da praia. Quero sentir prazer em trabalhar e não ter a sensação de tempo perdido de lazer. Ficar na beira do lago sem me preocupar com o que poderia estar passando no cinema. Quero uma casa decorada em estilo art dèco e um apartamento moderno. Morar numa choupana com vista para a serra, com neblina todos os dias e num chalé na praia e pescar todos os dias. Tomar café na Perini, em Salvador e um chá, mesmo às quatro, no café cassis. Quero viver simultaneamente todas as experiências. Ler um livro e ver um filme. Ver um filme baseado num livro, antes de lê-lo, e ao mesmo tempo, ler o livro antes de ver o filme, o qual baseia. E ter as sensações únicas dos dois momentos. Acho que, na verdade, estou pensando em voltar a ser um deus…
Prioridades
Quem disse que “não existe falta de tempo, mas sim prioridades”, faltou falar de quem eram as prioridades… Minhas que não são…
Ilha
Um lugar tranquilo, ali mesmo, longe de toda a agitação que nos coloca em sobressalto ao mero toque do celular. Ante problemas que não causamos, mas que somos pagos para resolver resvalam-se os que, a despeito de termos causado, não conseguimos por a termo. Não que nos seja imposta qualquer obrigação de solucionar as questões que formulamos. Isso não. Somos professores de matemática, que propõem problemas e, no máximo, corrigem as respostas que julgam erradas. E alheio a tudo isso, o vento segue acariciando preguiçosamente aquelas árvores que se destacam na planície seca.