É impressionante a capacidade que eu tenho de falar algumas coisas nos momentos menos oportunos. Não me tomem por inconveniente. Não é sobre isso que quero falar. Inclusive, não me considero inconveniente. Insuportável, às vezes, mas definitivamente, não inconveniente. Eu falo sobre a falta de modos de tocar em determinados assuntos. Posts atrás eu falei sobre a minha espontaneidade. Pois então… Como nada na vida tem apenas um lado, o revés da minha espontaneidade é a falta de tato de expressar minhas opiniões. Quando eu pensaria em falar algo de uma forma mais sutil, pronto… O interlocutor já recebeu as toneladas de frases proferidas espontaneamente. O caso mais recente disso foi uma pessoa muito, muito especial, que eu realmente nunca intencionaria magoar. Não sei se cheguei a tal. É uma pessoa que esconde, como ninguém, o que sente… Sei, entretanto, que tudo o que falei, e o que continuo falando, mesmo sem um jeitinho especial é o que sinto. Não posso me desculpar pelo que disse. Apenas pela forma. Quer dizer… nem sei se poderia me desculpar pela forma, porque só conheço essa forma. Agir diferente seria ser falso. E aí sim eu deveria pedir desculpas… Enfim, só queria dizer que as coisas têm de ser analisadas em todo o contexto. Podem me odiar pelo que digo. Fiquem com seus amigos, que riem contigo, elogiam-te a cada ação… Porque um elogio pra sair da minha boca demora. Mas quando sai, não é preciso perguntar se é sério, porque é. Uma bronca, por outro lado, sai rapidinho. Mas sai cheia de carinho. Tenham medo, apenas, quando eu for indiferente. É porque eu deixei de ser seu amigo.