Archive for August, 2006

IMPERATIVO

Me abraça, me aperta,

Me prende em tuas pernas,

Me prende, me força, me roda, me encanta,

Me enfeita num beijo!!!

Porque, acima de tudo, a pessoa TEM que saber mandar!!!

Ssssssssshhhhhh

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Há algum tempo eu não assistia a um filme tão assustador… Silent Hill, na sua sofrível tradução – como todas são – para o português, Terror em Silent Hill, nos conta uma história claustrofóbica, sufocante, angustiante… Toda a analogia dos fenômenos que acontecem num “mundo paralelo” com o que de fato aconteceu. A fotografia primorosa. O clima de tensão e, principalmente, a sirene… Salas de aula vazias. Assustadoramente vazias… Uma mãe em busca de sua filha. Até que ponto a coação e o amor nos dão alternativas?

Dodói

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De garganta inflamada… Passei a tarde toda na cama, dormindo e vendo o Sem Censura. Se tem uma coisa que eu adoro é aquela sensação de moleza no corpo todo. Ei!!! Não é masoquismo não! É que é gostoso – quando se pode ficar descansando, é claro…

Bom, de contra-partida, vem a coriza, insuportável. Eu odeio coriza. Idem para as pessoas que falam corizE, com É mesmo!!! Uffff! Ai ai… vou tomar uma sopinha…

Ladainha de Santo Amaro

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Nossa Senhora mãe de Jesus,

Nossa Senhora de todos nós,

Roga por tudo que tudo é teu

Por cada coisa, por cada ser

Pelos quem cantam, pelos que choram,

Pelos que te esquecem e pelos que te imploram

Santa Maria, nossa senhora,

Maria dos tamarineiros

Dos riachos, manguezais

Dos dendezeiros bonitos

Maria dos canaviais

Maria das fontes limpas

Maria das cachoeiras

Maria das águas claras

Que brincam por sobre os eixos

Maria do subaé

De águas tristes pesadas

Maria dos barcos, canoas

Maria dos pescadores

De velas cheias de vento

Maria das canas doces

Dos alambiques, do mel

Maria das flores e folhas

Das sementes, dos espinhos

Maria de cada casa

E de todos os caminhos

Maria de nossa infância

De toda gente

Maria de todo amor

Maria de cada igreja

De azulejos, alfaias

Redoma e lindos altares

Maria das procissões

Das festas, das romarias

Dos cânticos, da alegria

Maria de cada noite

Maria de todo dia

Das praças, coretos, cinemas

Maria dos meus amores

Dos meus sobrados tristonhos

Dos meus mais doces sonhos

Maria dos seresteiros

Dos cantadores, poetas

Maria dos sinos plangentes

Maria das torres acesas

Das palmeiras solitárias

Das pontes, moringas e rios

Maria de todo sonho

De música e harmonia

Dos prados e dos pandeiros

Das festas de fevereiro

Maria das chegadas

e também das despedidas

Maria de todas as vidas

Maria de todas as horas

Maria Nossa Senhora

Mãe do menino Jesus

Rainha de toda luz

Roga por tudo

Que tudo é teu!

 

No shopping

Andava pelo shopping. Passava bem rente às pessoas, sem, contudo, esbarrar. Odiava, tal qual a mãe de Amélie, tocar em pessoas desconhecidas. Mas encarava as ditas pessoas, fixamente. Ia olhando as pessoas e rotulandos-as: Gorda! Retardado! Descarada! Gay! Bunda Mole!, e, a cada novo rótulo, ele se deliciava… Pensava em dar um tapa bem no meio da cara de uma senhora que passava ao seu lado, ou de empurrar uma garçonete com uma bandeja cheia de pratos, cuspir na comida exposta num restaurante a quilo, derrubar café quente em cima da atendente, no quiosque de café… Pensava em sair correndo e gritando no shopping! Pensava em entrar nas Americanas e derrubar as caixas de brinquedos, pegar os cds e jogá-los, displicentemente, um a um, no chão… Pensava em ficar pulando numa cama exposta na melhor loja de móveis do shopping, em contratar uma viagem internacional, na Agência de viagens, demorar umas duas horas torrando a paciência do atendente com perguntas exdrúxulas e na hora de passar o cartão, dizer que está muito caro fazer uma turnê de 45 dias na Europa e falar que vai passar uma semana em Morro de São Paulo, num albergue legal. Entrar no banco, esperar 15 minutos e começar a fazer um escarcéu por causa da lei federal. Gritar com o gerente. Criar caso com o segurança, chamá-lo de nazista preconceituoso. Sair de lá, retado e ir direto à administração do shopping, pedindo que a agência seja fechada. Ficar indignado ante a recusa e prometer ir a Varela! Ir ao SAC, e bem no meio do povo, se jogar no chão com uma pastilha de sonrisal na boca. Ficar imitando convulsões, enquanto espuma pela boca. Cuspir na cara de qualquer pessoa que te oferecer alguma coisa pra beber.

É isso mesmo!!! Ele estava num mal dia…

Cheguei

O regresso de Itapetinga sempre me traz uma certa melancolia. Um sentimento que me fala, ao pé do ouvido, que da próxima vez que eu estiver lá, eu estarei diferente, tudo estará diferente. Nunca a experiência é a mesma. Pode, para alguns, ser um sentimento reconfortador, acaso a viagem não tenha sido boa. Mas para mim, sempre é um sentimento desconfortável. Após alguns dias nessa terrinha de São Salvador, a gente volta a se acostumar com essa turbulência. Ainda assim, os primeiros dias são tristes. Saio de uma casa cheia, e volto à solidão do convívio comigo mesmo – que às vezes é assustador…rs. É um sentimento ao qual eu já deveria ter me acostumado, dadas as inúmeras vezes que o sinto. Mas não me acostumo com coisas, sentimentos, pessoas, enfim, com tudo o que me faz sofrer, pois acredito que nascemos para ser felizes. O mínimo que podemos fazer é tentar. Apesar de tudo o que vemos todos os dias, e que eu não consigo me acostumar, graças a Deus, há um germenzinho em mim que diz: Tudo vai melhorar. Ô esperançazinha que não morre!!!

Gastronomia Etimológica

Cá estou eu. Mesmo já tendo me despedido, tive de fazer um novo post. Ainda no PC, logo após ter publicado o post, minha mãe me chama na cozinha para provar caldo de pinto. Não sei se aí em Salvador é normal as pessoas tomarem caldo de pinto. Eu sei é que, mesmo sendo do interior, acho a referência péééssima. Aqui em casa, minha mãe ainda serve alguns pratos como Picuara e Quenga. São os que me recordo agora. Imagine, convidar pessoas para comer quenga em sua casa?

Já me despedindo…

Pois é… É chegada a hora. E saber que 13 dias voam, quando estamos perto dos nossos entes queridos. Tirei várias fotos, que disponibilizarei para vocês assim que New fizer um Flirck pra mim, que eu nem me habilito a fazer. Falndo em coisas que eu CONSIGO fazer, ontem consegui fazer vovó Olga tirar algumas fotos comigo. Pena que vovó Cecé tá com o queixo roxo. Daí não deu pra tirar. Hoje tem um churrasco do Dia dos Pais na Maçonaria, que meu pai é maçom, e amanhã a gente deve fazer outro aqui em casa. Gente, eu engordei 3,5 kg. Nem a sauna do clube ajudou. Não se assustem acaso me vejam rolando pelas ladeiras de Salvador. :)

Ah, aproveitando o tom do post, gostaria do fundo do meu coração, de agradecer a cada um de vocês, pelas palavras de carinho nos comments, e pela simples passagem pelo blog. Beijos a todos. 

Sobre Quedas

Minha avó tomou outra queda. Pense numa velhinha que gosta de cair… Mas dessa vez, graças a Deus, não teve nenhuma fratura. E saber que ela caiu de rosto no chão… O queixo tá todo roxo! É uma tradição, na família da minha mãe, as mulheres caírem: minha mãe, minhas tias e avó. Até minhas priminhas começaram a entrar na roda. Já diz um ditado antigo, criado por mim, que a mulher da família que não cai, não tem sangue Cotrim. rs

Daí a explicação pela falta de posts. Tenho ficado lá na casa dela, paparicando e sendo paparicado.

Dia de Domingo

Ontem teve a formatura de um colega de infância. Graduou-se em Zootecnia pela UESB – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, cujo campi é distribuído por algumas  cidades, ficando o de Zootecnia, entre outros cursos, aqui em Itapetinga. Cheguei cedo- umas 23:00 h., porque odeio formaturas. Fui lá só pra dar um abraço nele. Fiquei até às 03:30 em cima da cama de minha irmã, conversando e comendo bobagens. Acordei hoje umas 10:30 e fui com minhas irmãs ao Coroas Country Clube. Quem dera se todas as cidades do interior tivessem um clube tão bom. Ficamos tomando uma cervejinha e a temperatura do dia, apesar de ensolarado, era de 20º. Uma delícia. Chegamos em casa, já atrasados para comer um pernil de porco à pururuca, com farofa de feijão de corda, com bastante torresmo… Meu Deus do Céu… eu só faço comer!!!! E tou saindo agora pra visitar minhas avós. Sim, porque eu tenho de ir diariamente na casa das duas, sob pena de ter minhas pequenas orelhas puxadas ao extremo. Brincadeirinha, mas elas ficam retadas se eu não for todos os dias na casa delas. Minha mãe já tá no carro me chamando. E saber que chegando lá vou “ter” que provar das guloseimas típicas de avós do interior…

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