Inviting

Pull me out from inside.
I am folded, and unfolded, and unfolding
.

Abrir a porta. E deixar entrar… Deixar as coisas se transformarem. E me transformar com elas. Mostrar-me da forma como me apraz ser. Ao mesmo tempo, assumir essa aura que, como uma capa, me deixa pronto para os respingos da esperada chuva. Sim, porque um convite é muito mais do que parece. E ao ser tocado por Morpheus, ainda que tudo conspirasse contra, as sombras se escondem.

tempus continius

cause I feel nothing
I can´t  feel anything
 

Move on, como diria uma amiga minha. Nada, de bom ou de ruim, demora muito em minha vida. Eu mudo constantemente. Não chego a pensar se gostaria de ser diferente nesse ponto em particular. Mas a verdade é que eu não sei se poderia ser definido como ser gregário. Todas as minhas ações acabam por tomar proporções muito intensas. É como se eu pudesse em questão de semanas aprender e desaprender tudo. E voltar a aprender em semanas subsequentes. Sinto-me imerso num looping, no qual, estranhamente, não volto ao ponto inicial. Na verdade, estaria mais para elipses paralelas, com pontos de intersecção que me ligam com o passado, numa espécie perversa de déjà vu.

Quanto a vampiros, ainda resta muito para alcançarem minha jugular. Assim sendo, contentem-se com o que eu ofereço, ou, de outro lado, desesperem-se…

..crescendo…

Those who have seen your face
Draw back in fear.
I am the mask you wear

Sabe quando você se sente sugado? Uma pessoa que te consome? Como se o mero respirar dela retirasse uma parte importante de suas forças? Chega-se a um ponto em que apenas as reticências podem explicar alguma coisa. E eu, que sempre me pensara um vampiro… Ao me deparar com um real, um vampiro de forças, e não do belo líquido denso, me vi indefeso. E suas artimanhas são terríveis. Qual um nosferatu, iludindo-me. Eu simplesmente não posso dizer não. Não por gosto. Eu me sinto preso. É uma coisa estranha. Sinto-me meio que responsável por seus infortúnios. Sinto-me um tanto egoista, apenas por pensar dessa forma. Eu não entendo como uma coisa dessa pode estar acontecendo. A escuridão está tomando conta. A porta se abre… Já é tarde demais.

Ravnos

There’s no sense in telling me.
The wisdom of the fool won’t set you free,
But that’s the way that it goes and it’s what nobody knows,
And everyday my confusion grows

Iludir-se… É sempre a mesma armadilha. Primeiro se quer, depois se imagina e então, o sol nos mostra quão enganados estávamos… É o problema da noite, a abençoada noite. Iludir-se passa, necessariamente, pela ilusão alheia. E não se sabe quanto mal se faz em algumas palavras ditas sem verdaderia razão. E seríamos nós os responsáveis por ilusões alheias? O quimerismo seria tal a ponto de machucar? Ao meu entender, apenas a cruel realidade tem esse poder.

 

Eu sei

So don’t talk
And don’t laugh
And don’t run away from here

Eu sei, eu sei, eu sei… Eu sei aquilo que vc ainda vai dizer. Sei fazer você se arrepiar. Sei te fazer rir e chorar – de felicidade e de tristeza. Eu sei controlar tudo aquilo que você sente. Eu te dou emoções, em pequenas pílulas. Eu sei o quanto você quer, o quanto precisa e o quanto pode aguentar. Eu sei que você quer que eu saiba. E sei te dar amor. AMOR. Amor incondicional. Amor que só começa. É fácil amar sabendo? Saber amar? Saber esperar? Que me importa… O que sei, e das coisas que eu bem sei, é que eu sei tudo sobre você e nada sobre mim…

Di.vaga.ações

Eu tenho sido um mau, mau garoto…

E tenho sentido um misto de prazer e arrependimento com isso. Na verdade, tenho sido mau apenas com uma pessoa (que conheci há pouco). Ela não merece. Mas eu não pedi para que cruzasse o meu caminho. E eu sei que, no fundo, vai ser bom para ela; ou não…

Quando você dá de cara com uma situação que implica a tomada de decisão, acaba por, muitas vezes, não entender que aquele é “o” momento. Eu só estou deixando claro a essa pessoa a necessidade da escolha. E sei que sou mau por isso.

O problema é não ter certeza. Porque eu nem tenho certeza do que é melhor para mim, que dirás para os outros… Mas a certeza é chata, insossa. Porque, então todo esse pesar sobre minha consciência? Nunca fui dessas coisas.

Dos dois, um: ou é esse negócio de velhice, ou então eu estou perdendo a mão…

W.A.R

Wake me up inside
Call my name and save me from the dark
Bid my blood to run
Before I come undone

Como um mergulho profundo na parte mais obscura da mente que acaba com todo o seu fôlego. E, de repente, percebe-se envolto por uma substância viscosa da qual não há possibilidade de se desvencilhar. É prazeroso. Mas sabe estar correndo um risco grande demais para permanecer inerte.

Sua genialidade quase ofende. E cada frase é envolta por misteriosas figuras de linguagem, indecifráveis por muitos. Do outro lado, apenas citações de frases de filmes (as menos clichês), que revelam, por si, nada.

E saber que essa guerra está apenas no começo…

À mercê

So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I’ll lay your soul to waste

Porque eu sou mal. Conduzo seus passos da forma como me apraz. E você ainda pensa estar seguindo apenas os seus instintos. Pensa estar seguindo o seu coração. Pois eu te digo: eu sou o dono dele. Ele pulsa em minhas mãos. Instintos são ilusões. São as desculpas para você não agir racionalmente. Você simplesmente não consegue me evitar. Sabe que é errado se deixar levar. Que me beijar não vai saciar a sua sede. Que, em verdade, vai aumentá-la. Mas a vontade é maior que a razão. E você pensa que sua disposição a correr riscos são de foro íntimo… Feche seu livro. Queime suas convicções e me siga. Tão fácil, como diria Lestat, que chegamos a ter pena.

Eu digo o que você precisa ouvir para viver feliz, para ter a completa sensação de que eu sou tudo o que você estava à procura. Eu sou, na verdade, dispensável. Mas você me torna essencial. Ou melhor, eu faço você me torná-lo.

Continue, pois a me servir. Mesmo que inconsciente da inevitabilidade: Eu sou tudo o que você precisa.

01/05/09

Vou ver momo, minhas duas filhas, comer camarão e carangueijo. Talvez até reencontre Vinícius, se ele der a honra de aparecer…

Blood Roses

Because of you
I find it hard to trust not only me, but everyone around me

Because of you
I am afraid

Eu aprendo. Eu aprendo com os outros. Eu aprendo só de olhar. Eu não cometo erros corriqueiros.

Eu acho que devemos aproveitar ao máximo de tudo o que acontece, inclusive as coisas ruins. E fico na fossa e me visto de preto. E curto estar na fossa e de preto.

 Eu gosto de sol. Mas gosto de quando chove. Eu gosto de sentir saudades, mas adoro a sua presença. Eu aprendo que laços não se desfazem pela distância. Eu sinto falta.

Eu choro e rio e tento fazer rir, mesmo estando broken for inside. E gosto de não parecer estar triste, mas gosto de colo quando estou. Então eu fico e desfico rapidamente.

Eu escrevo e gosto de ler. Não gosto de cartas de amor. Mas eu amo plenamente, mesmo sem escrever. Porque não é do amor que precisa de cartas. Precisa só de saber que a pessoa está bem, mesmo que longe.

Acho que deu para perceber que o post ia ser totalmente diferente, mas meu coração pediu para eu escrever isso para você. Porque eu sei que não falo direito, que sou rude e que você não precisa disso agora.

Mas é o meu jeito especial de dizer que eu estou aqui e que você pode contar comigo. Porque tudo o que sai de mim toma uma forma própria, que eu não tenho controle. E isso me dá um charme todo meu. E sei que você gosta disso… rssss

Mas saiba que não sou um egoísta egocêntrico que senta à frente do espelho para se admirar, mesmo porque eu não reflito.

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